Correio electrónico não confidencial
Neste espaço, faço questão de partilhar com todas as pessoas que frequentarem esta minha página, elaborada a partir de Macieira da Lixa, aquele correio electrónico mais substancial que me é endereçado, bem como as minhas despretensiosas respostas. Para salvaguardar a privacidade de quem me escreve, nunca revelo mais do que um dos nomes da pessoa. Assim, só a própria pessoa sabe que o correio enviado para mim é dela, porque se reconhecerá no texto. Decidi-me por esta partilha do correio electrónico, ao pensar que muitas das questões aqui abordadas poderão interessar a mais pessoas. É também uma forma simples de nos ajudarmos uns aos outros, umas às outras. Ou não fosse verdade que mulher alguma, homem algum é uma ilha. Somos seres-em-relação, a caminho da comunhão total. Escrevam, que eu respondo, não como aquele que tem a última palavra, mas como vosso companheiro, amigo e irmão.
CORREIO NÃO CONFIDENCIAL 2008
Agosto 25, Marcelo Tiago
Olá, Padre Mário!
Mais uma vez lhe escrevo. Antes de mais nada, para dizer-lhe que estamos cada vez mais actuantes e perseverantes na fé libertadora em Jesus. Seus textos e estudos nos fazem cada vez mais sentir que não estamos sozinhos no caminho estreito porém profundamente libertário de uma fé que rompe preconceitos, estereótipos e nos leva a querer uma sociedade Justa Fraterna Politizada, esses mesmos atributos que definem quem é Deus, o Ser Político, Fraternos e Justo por excelência.
Escrevo-te para, antes de mais nada, dizer que tua última resposta a nossa carta foi para nós um bálsamo e um compromisso. Bálsamo, por ser uma espécie de sacramento de confirmação para nossa caminhada pastoral. E compromisso, pois nos alertou que não tínhamos que ficar apenas na denúncia do ateísmo do sistema neoliberal, mas ir mais além, mergulharmos na crítica, dura e radical. E a partir de nós mesmos, de todas as formas de idolatria, que tiram a Política e a Fraternidade do centro de nossas vidas e colocam outras coisas no lugar. Coisas que se traduzem pelo Deus Dinheiro.
Assim, estamos avançando. Estamos num conflito aberto com os poderes eclesiásticos. Denunciamos a malfadada campanha do dízimo que a paróquia central quer impingir as comunidades pobres. E em troca, propomos a luta solidária pelos direitos das pessoas. Ao invés de enviarmos dízimos para a paróquia central, o que nós fazemos com o dinheiro arrecadado é um pouco o que vocês fazem aí em Macieira da Lixa: estamos construindo um centro de defesa dos direitos humanos. Contaríamos advogados para defender os pobres, as prostitutas, os homossexuais e todos aqueles que sofrem injustiças.
Outro aspecto positivo: Estamos firmemente posicionados contra o proselitismo de qualquer Igreja. Visitamos presídios mas não para converter ninguém, nem administramos os malfadados sacramentos em seus ritos vãos. Quando vamos aos presídios, levamos o único sacramento que temos o mandato de levar: a luta pela Justiça. Lutamos por melhores condições para os encarcerados e, ao mesmo tempo, os esclarecemos de seus direitos....Não há sacramento melhor que esse. E ainda, dizemos para as pessoas que não é necessário que se vinculem ás igrejas para se salvarem....
Como pode ver, padre Mário, crescemos muito em qualidade, depois que estudamos os seus livros e os de Jon Sobrino. e continuamos esses estudos....Conseguimos a edição de seu último livro QUANDO A FÉ MOVE MONTANHAS e mais do que depressa distribuímos alguns exemplares em nossas comunidades. As pessoas os devoravam como um prato suculento e cheio de conteúdo. E já está combinado que, tal como os outros livros, ao final desse ano, os livros serão "soltos no mundo", para que possam livremente estar nas mãos de outras pessoas.
Ouro aspecto importante a considerar: Deixamos bem claro ao nosso pároco que não queremos deixar de ser cristãos católicos. Mas que sermos católicos (universais) só tem sentido se formos jesuânicos, ou seja. profundamente rebeldes em relação a qualquer forma de poder que nos corrompa. Se a Igreja existe é para um serviço maiêutico, que rompa com quaisquer idolatrias e formas de adoração do poder e do dinheiro.
Não é isso que queremos. Queremos a liberdade, a Justiça, o fim dos preconceitos. E, lá, em nossas pequeninas comunidades de base do bairro de Sapopemba, na zona leste de São Paulo, é assim que queremos viver.
E feitos inéditos têm acontecido. Aqueles membros que tem automóveis (eu inclusive), já disponibilizamos nossos carros para o serviço da comunidade. Quem mais precisa, usa de forma responsável. Aqueles que têm livros, emprestam para os outros. Aqueles que têm um saber profissional, cedem parte do seu tempo no serviço dos outros. ...Estamos a começar a viver um pouco a Utopia descrita lá em Actos, capítulo 02.
Não somos ingénuos, mas utópicos. Jesuanicamente utópicos. Sabemos que é por aí que se começa a construir uma sociedade Jeusânica. E é nela que pomos nossas Utopias e nossas esperanças. E, em grande parte devemos aos seus livros, querido Padre Mário.
Por isso, tu estás sempre presente em nossas celebrações eucarísticas. Quando lemos um texto seu em nossas celebrações, sempre alguém faz um comentário e procura apresentar aos demais a importância dos valores jesuânicos. Enfim, querido padre, quando estiver desanimado, lembre que, se não for por mais nada, vale a pena seguir lutando, primeiro pelo projecto de Jesus... e depois porque, do outro lado do oceano, algumas pequenas comunidades de base se inspiram em suas reflexões na busca de um mundo com Justiça e Liberdade. Os outros nomes de Deus!
Paz! Axé! Salam! Shalom! Marcelo Tiago (em nomes de dez comunidades de base da zona leste paulistana)
Querido Marcelo
e demais Companheiras / Companheiros das dez Comunidades de Base da Zona Leste Paulistana, Brasil
Li, interiormente emocionado, a sua / Vossa mensagem. O Oceano atlântico não nos distancia, aproxima-nos. No Espírito, que não na carne. Mas é no Espírito, o de Jesus, que melhor nos aproximamos e somos. A carne, por vezes, impede de vermos o Essencial, sempre invisível aos olhos. E acabamos a ver mais as limitações e os defeitos, os feitios e as maneiras de ser deste e daquele do que o Essencial. No Espírito, isso já não acontece. Acabamos sempre centrados e unidos no Essencial.
Constato, e com isso torno-me Eucaristia viva sem cessar, que estais a crescer em sabedoria e em graça, tal como sucedeu paradigmaticamente com Jesus, o de Nazaré. Por isso sois cada vez menos do Templo e cada vez mais da Cidade, cada vez menos da Religião e cada vez mais da Política, não a dos profissionais do Poder político, mas a Política jesuânica feita de praticas maiêuticas em todos os domínios da vida humana, com destaque para o Econcómico-financeiro (até já partilhais os carros!), o social e o cultural. Efectivamente, sem Justiça não há Paz e sem Paz, fruto da Justiça, não há Culto que agrade a Deus, o de Jesus, porque tão-pouco agrada aos seres humanos, a começar pelos mais empobrecidos e oprimidos. Só agradaria ao Deus-Ídolo do Religioso, sempre casado com o Poder e o Dinheiro.
Vivemos hoje sob o mais completo domínio da Besta, que, neste século XXI, já não é mais o Império Romano, como era no tempo em que as comunidades de João, o de Jesus, não o Baptista, escreveram o livro que leva o nome bíblico de Apocalipse ou Revelação, em cujas páginas se fala do Império romano como a Besta. Hoje, o Império que domina e controla até a própria consciência dos povos é o Império do Senhor Deus Dinheiro, muito mais perigoso, assassino e cruel que o Romano e o de Bush. Nem sequer é territorial. Nem precisa de o ser. Aloja-se na mente dos seus súbditos, mete-se na sua consciência, mata-os na alma, ao mesmo tempo que os faz correr, correr, correr, mas para ninguém, numa demente fuga das pessoas de carne e osso, num suicida viver quotidiano sem quaisquer afectos.
Fazeis bem em estar atentos às tácticas deste Império, aos seus modos de agir e operar, aos seus disfarces. Para não vos deixardes enganar. Jesus, o Crucificado da Galileia em Jerusalém, no ano 30, é o grande antídoto deste tipo de Império. Porque, com a sua Morte-Ressurreição, se constituiu para sempre na Luz dos povos. Por isso, o Império do Dinheiro, mais ainda do que o Romano e o de Bush, está empenhado em fazer desaparecer da memória da Humanidade, dos Povos da Terra, das gerações que estão aí a chegar, o Nome de Jesus. Os anteriores Impérios conseguiram convertê-lo num mítico Cristo com que os povos foram sucessivamente alienados. Mas agora que Jesus, o de Nazaré, está de novo a emergir nas investigações dos especialistas, o actual Império do Dinheiro está determinado em desacreditá-lo e em banir por completo o seu nome da face da Terra e da memória da Humanidade e dos Povos. Porque o Império do Dinheiro sabe que não poderá subsistir por muito tempo com Jesus e a Luz do Mundo que ele é. Entre ele e Jesus a incompatibilidade é total. Como entre a Luz e a Treva. Havemos de resistir ao Império do Dinheiro e a todas as suas seduções e mentiras. A melhor maneira de o fazer, já o sabeis e estais a dar provas disso, é sermos nós próprias, nós próprios Jesus, hoje e aqui, Jesus à Século XXI. O Espírito que há dois mil anos o concebeu e fez ser integralmente humano pode fazer outro tanto, hoje, connosco, se nós consentirmos. Vamos consentir, por mais ferozes e hábeis que sejam as tentações e aterradoras as ameaças do Império contra quem lhe resistir. Jamais deixaremos de tirar os olhos de Jesus, o Mestre. E o Espírito sairá vencedor também em nós, como saiu com nele e com ele. Mesmo que o Império nos reduza a “malditos” e a “Ninguém”. Até porque quanto mais o fizer, na sua sanha, mais se autodestruirá.
Tereis grandes combates pela frente. Inclusive, duelos. Os teológicos serão os mais urgentes e fecundos. Porque é com eles que o Deus-Ídolo do Religioso sai radicalmente desmascarado. E DeusVivo, o de Jesus, terá mais oportunidade de ser DeusVivo em nós e connosco. Alegro-me com o Vosso crescimento na mesma Fé de Jesus. E na mesma sabedoria de Jesus, assim como na sua mesma Graça / Verdade. E, se os meus livros são, estão a ser ialimento neste Vosso crescimento, a minha alegria é ainda maior. Porque é sinal de que são livros com Espírito, o de Jesus. Fico por isso como um menino, em Eucaristia convosco, sempre, na certeza de que, apesar das incompreensões institucionais que conheço na carne, e tantas são, o caminho inequivocamente por aqui. Nem poderia ser de outro modo, porque, afinal, mais não faço do que procurar seguir Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida. Por isso, mais do que pordes os olhos em mim, tereis de os pôr em Jesus, o de Nazaré, que haveremos de conhecer cada vez mais e melhor, por acção do seu próprio Espírito que está aí empenhado em conduzir-nos para a Verdade total. Avancemos em comunhão, a comunhão que Ele, o Espírito, sempre faz.
Abraço-Vos a todas, todos, num só e mesmo abraço sororal / fraterno. Com imenso afecto e gratidão.
Vosso, Mário
Agosto 16, Edson
1 Eu tive um aprendizado excepcional na catequese, me mostrou o rumo certo a ser seguido, hoje sou grato a aquele período da minha vida, em que aprendi a seguir meu DEUS todo-poderoso, o SENHOR JESUS CRISTO, e pesquisando e acreditando na minha fé inabalável em NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, nas suas extraordinárias aparições de 1917, aparições estas que foram testemunhadas por centena de milhares de pessoas e por um repórter do JORNAL ""O SÉCULO". NÃO PODEMOS NEGAR FÁTIMA.
Mas que pena, Edson Alves, que a sua não seja a mesma Fé de Jesus, o de Nazaré. E de Maria, sua Mãe, depois que acreditou que o seu Filho, o grande Dissidente da Lei e do Templo, é quem estava certo, não os sumos-sacerdotes que o executaram na cruz como o Maldito de Deus. Já imaginou Jesus a ir a Fátima prestar culto à "Mãe do Céu", a deusa maior dos cultos politeístas, um culto que já vem dos remotos tempos do Matriarcado? Por favor, meu irmão!
O meu abraço. No Espírito de Jesus. Seu, Mário
2 Maria a Mãe do nosso SENHOR JESUS CRISTO tem autoridade para interceder pelos pecadores, que filho negaria um pedido de sua mãe?! Seria JESUS um desnaturado?!
É claro que não trocamos DEUS por MARIA, mas ela tem poder de intercessão sim.
Volto a dizer-lhe, Edson, mas que pena que a sua não seja a mesma Fé de Jesus, o de Nazaré. E de Maria, sua Mãe, depois que ela acreditou que o seu Filho, o grande Dissidente da Lei e do Templo, é quem estava certo, não os sumos-sacerdotes que o executaram na cruz como o Maldito de Deus.
Já imaginou Jesus a ir a Fátima prestar culto à "Mãe do Céu", a deusa maior dos cultos politeístas, um culto que já vem dos remotos tempos do Matriarcado?
Por favor, meu irmão!
O meu abraço. No Espírito de Jesus. Seu, Mário
3 Viva a SANTA MÃE DE DEUS.
NÃO PODEMOS NEGAR FÁTIMA. UM ABRAÇO.
Edson, meu irmão
A verdade do Evangelho de DeusVivo que é Jesus é exactamente ao contrário do que escreve neste seu último mail: Afirmar Fátima é igual a negar Deus, o de Jesus, obviamente, e de Maria, sua mãe. O Deus de Fátima é um vómito, um ídolo que "devora" / sacrifica crianças, para "salvar" pecadores. Exactamente o contrário do Deus de Jesus. Ou esqueceu que Fátima nem sequer faz parte da Fé cristã católica? Se duvida da verdade desta minha afirmação-revelação, pergunte aos Bispos católicos, a começar pelo de Leiria-Fátima.
Saiba que, como jornalista e padre católico, estudei Fátima durante anos. E o livro que publiquei FÁTIMA NUNCA MAIS, edição Campo das Letras, é irrefutável. Veja que obrigou o próprio Papa João Paulo II a vir mais do que uma vez a Fátima, só para tentar desfazer os "estragos" que o livro causou nas hostes do Paganismo católico, mas nem o Papa se atreveu a refutar nenhuma das minhas afirmações-conclusões!
Nunca se perguntou porque é que uma devoção que não faz parte da Fé católica se transformou no mais importante dela, a julgar pelas aparências?! Pense nisto. E, se tiver coragem, leia o meu livro.
O meu abraço. Seu, Mário
4 Pe. MÁRIO, não me entenda mal, respeito suas opiniões, gostaria que respeitasse as minhas, eu acredito e sou devoto fervoroso de Fátima, pena que eu não tenha condições de ir a PORTUGAL, para visitar o lugar do acontecimento mais importante do Cristianismo desde a vinda de JESUS.
NÃO PODEMOS MAIS NEGAR FÁTIMA (PIO XII)
Estou de férias, mas acabo de passar por casa e abrir o correio. Não resisto a dizer-lhe, Edson, meu irmão, que cada qual é livre de seguir o caminho que quiser. Mas tenha cuidado com o que escreve. Dizer que Fátima é o lugar do acontecimento mais importante do Cristianismo desde a vinda de Jesus, é de caixão à cova! Essa, nem o diabo (t'arrenego!) foi capaz de se lembrar. Como pode ser assim, Edson, se Fátima – os próprios bispos católicos o reconhecem – nem sequer faz parte da Fé católica? Veja o meu à vontade neste ponto, que até escrevi um livro sobre o assunto, depois de anos e anos de estudo, e titulei-o: FÁTIMA NUNCA MAIS. Pensa que os bispos ou o reitor do santuário alguma vez me desmentiram? Era só o que faltava!...
O meu abraço, Mário
5 Como LÚCIA viveria ENCLAUSURADA até sua morte, com quase 98 anos??
e deixar de viver????
Sabe-se que uma mentira não se sustenta.
Como 3 crianças participariam tão bem de um teatro????
Como o milagre o sol foi testemunhado por mais de 100 MIL PESSOAS, e documentado no JORNAL O SÉCULO, com o testemunho de um JORNALISTA CÉTICO?????
100 mil PESSOAS mentiram????
Tudo que LÚCIA narrou do que a VIRGEM lhe disse se cumpriu, o fim da UNIÃO SOVIÉTICA, é um exemplo.
Disse também que a primeira guerra mundial acabaria e que com pouco tempo começaria uma pior, o que foi comprovado COM A VINDA DA TERRÍVEL SEGUNDA GUERRA MUNDIAL.
Disse também que FRANCISCO E JACINTA logo seriam levados e que LÚCIA viveria um POUCO MAIS (97 ANOS), AS MORTES DE FRANCISCO E JACINTA FORAM TRAMADAS POR QUEM????
A longevidade de LÚCIA foi TRAMADA POR QUEM ????
Gostaria de ter as respostas, SALIENTANDO QUE RESPEITO SUA OPINIÃO, mas que para mim as evidências de FÁTIMA são claras demais.
"Não podemos mais negar FÁTIMA." PAPA PIO XII
Meu caro Edson
Não se esqueça de que, naquele então, era o ano de 1917. Nada que se pareça com 2008, hoje. A população portuguesa das aldeias era (quase) toda analfabeta. E vivia aterrorizada pelas pregações da chamada Santa Missão, feita por clero especialmente preparado para aterrorizar as pessoas e as populações, com base no livro MISSÃO ABREVIADA, que é o que há de pior em horror teológico! Eu sei do que falo, porque tenho comigo um exemplar, escrito ainda no português daquela época.
O clero era então rei e senhor, sobretudo nas aldeias. Nem luz eléctrica havia. As populações quase não saíam da aldeia entre o nascer e o morrer. E, quando saíam, era para visitar algum santuário, onde pontificava mais clero. O clero dominava por completo a consciência das pessoas e das populações. Ainda mais do que Deus! Porque a este nunca O viam, mas ao clero viam-no e de que maneira! O clero também dominava a consciência das crianças. O que se diz ser as “Memórias da Irmã Lúcia” é por demais elucidativo desta dominação clerical da consciência das pessoas adultas infantilizadas e das crianças assustadas. O clero era então rei e senhor. Melhor, havia sido rei e senhor, durante os longos séculos da monarquia. Havia apenas uns escassos sete anos, que ele tinha começado a deixar de ser tão rei e senhor, devido à implantação da República em 1910, que separou a Igreja do Estado e nacionalizou a maior parte dos bens das paróquias e das dioceses. Por outro lado, o clero mais graúdo de Leiria queria ser diocese independente de Lisboa, como já havia sido em tempos idos. As “aparições” ajudaram, e muito, nesta aspiração. Hoje, a diocese de Leiria-Fátima é ainda mais importante do que a de Lisboa…
Todas as perguntas que o Edson me formula são fruto das muitas mentiras que o clero pôs a correr, desde 1917, como se fossem factos históricos. Não são. De resto, há duas Fátimas, ambas inventadas: a Fátima 1, de 1917, sem pernas para andar. Não tinha qualquer mensagem. Nem aparição antecipada do anjo. Nem quaisquer referências à conversão da Rússia, de resto, na altura, ainda sob o domínio dos Csares. E há depois a Fátima 2, iniciada a partir de 1935, com a primeira das chamadas “Memórias da Irmã Lúcia”, onde já se fala em anjo, em conversão da Rússia, etc. (Quem é que escreveu estas “Memórias”, uma vez que Lúcia quase não sabia escrever e nunca foi posta a aprender, nos longos tempos de clausura?!) De resto, ela foi feita freira à força. E, mais tarde, passou a freira de clausura, também à força, precisamente para que nunca mais pudesse falar com ninguém, sem a expressa autorização do Vaticano. Sabia que nunca um jornalista idóneo e isento conseguiu entrevistá-la, durante a sua longa vida? E que os poucos não-idóneos que conseguiram “entrevistá-la” era apenas com o objectivo de impor Fátima? De resto, essas “entrevistas” foram sempre na presença de um clérigo ou de alguém da confiança dos clérigos…
Sabia que a própria mãe de Lúcia nunca, até à morte, acreditou na filha, nem em Fátima? Dizia que conhecia bem demais a filha para acreditar nela. E sabia que, por não ter feito o “frete” ao clero de acreditar em Fátima, foi gravemente penalizada por ele, que nem sequer autorizou que ela, antes de morrer, pudesse, ao menos, ouvir a voz da sua filha pelo telefone, apesar de ter expressamente manifestado esse seu desejo?
Sabia que os dois irmãos, Jacinta e Francisco, e primos direitos e vizinhos de Lúcia, morreram totalmente abandonados pelo clero, que agora lhes presta culto, como beatos, no santuário e com isso ganha muito dinheiro? E sabia que ambos morreram totalmente abandonados também por “Nossa Senhora” que os deixou morrer sozinhos e a delirar com as dores que a pneumónica lhes causava? Sabia que “Nossa Senhora”, a dos “milagres de Fátima”, não se dignou curá-los da pneumónica, embora, agora, as pessoas doentes corram para Fátima à procura de curas que nunca aconteceram, nem acontecerão jamais?
Sabia que o tal jornalista “céptico” de O Século era, afinal, um antigo seminarista que havia frequentado o seminário e, depois, se fez passar por céptico ou ateu? Sabia que ele era daquele tipo de jornalista não-idóneo que se prestava a assinar crónicas diárias no seu jornal como enviado especial a este e àquele país, a cobrir directamente eventos de monta, mas que nunca chegava a sair de Lisboa? E sabia que o repórter fotográfico que o acompanhou naquele desgraçado 13 de Outubro de 1917, jornalista como ele, mas idóneo, não viu nada do que o outro escreveu, a não ser muitas pessoas a olhar para o ar, com cara de quem se sente ludibriado? O repórter bem quis fotografar o sol a bailar, mas o sol não bailou para ele ver e fotografar!... Não acha um falhanço grave do “Céu”? Diz-me que cem mil pessoas “viram” o “milagre”? E porque não diz antes um milhão? Não sabe que quanto maior é o número de pessoas a testemunhar um “milagre”, mais fácil é sugestioná-las e induzi-las em erro? De resto, o “milagre do sol” já estava anunciado previamente e foram escolhidas pessoas a dedo pelo clero para irem lá, a fim de posteriormente testemunharem por escrito o “milagre” para a posteridade.
Sabia que o clero da região não deixou nada ao acaso, entre Maio e Outubro de 1917? Que foi ele que escreveu o guião e depois o executou ao pormenor? Sabia que o principal mentor das “aparições”, um tal cónego Formigão, que agora querem beatificar, escreveu muitos artigos nos jornais dirigidos pelo clero e publicou livros como, por exemplo, “Era uma senhora mais branca que o sol”, para tentar impor “o milagre de Fátima” ao país, mas assinava os seus textos com o pseudónimo de Visconde de Montelo, para que ninguém sonhasse que se tratava de um padre e, para cúmulo, um cónego? E sabia que ele, antes de Maio de 1917, passou um período de tempo em Lourdes, pelo menos, um mês, a estudar como é que aquela “aparição” lá havia sido montada e havia vingado?
Mas o Edson ainda acha que Deus, o de Jesus, anda assim por aí metido nestas poucas-vergonhas, e que Maria, a de Jesus, que morreu há quase dois mil anos, anda hoje por aí a aparecer a este e àquele? Não acha tudo isso por demais infantil, vergonhoso, obsceno, e teologicamente pornográfico? Estude Fátima, como eu estudei, e poderá passar de crente a ateu. E, se não se tornar ateu, como eu felizmente me não tornei, muda de certeza de Deus: muda do Deus-ídolo das Memórias da Irmã Lúcia para o DeusVivo, o de Jesus e de Maria, a de Jesus.
O meu abraço, Mário
P.S.
Claro, que o melhor mesmo era o Edson ler-mastigar o meu livro FÁTIMA NUNCA MAIS, da Campo das Letras, Porto, já em 11.ª edição.
Agosto 15, Waldecy Simões
1. Meu amado Mário de Oliveira. Eu, também descendo de raízes portuguesas, segundo seus escritos, o considero um homem muito inteligente.
Mas mediante a sua inteligência e sabedoria, o senhor seria capaz de desvencilhar-se, por um dia, de suas tradições e crenças religiosas para dar uma olhada no meu arquivo que lhe envio e de dar um alô sobre o que pensou dele, mas de coração? Não precisa ler tudo. Somente algumas páginas.
Eu lhe agradeço de coração.
Waldecy Antonio Simões, que tenta ser um perfeccionista cristão.
Fico profundamente triste com o seu mail, meu irmão. Porque foi para a liberdade que Cristo nos libertou (cf. Gálatas 5, 1), e o Waldecy escreve um livro de mais de cem páginas para nos amarrar ao velho mandamento do Sábado, o mais sagrado no tempo de Jesus, mas que ele propositadamente desrespeitou, a favor da libertação de seres humanos concretos, oprimidos pela Lei de Moisés, interpretada sem misericórdia pelos fundamentalistas fariseus? Porque é que não se “agarra” aos textos evangélicos que nos relatam Jesus a desrespeitar o sábado e a ser condenado à morte por causa disso? Basta ler Marcos, caps 2 e 3, 1-6, para ver e concluir. Lá está bem escarrapachado: “Assim que saíram, os fariseus reuniram-se com os partidários de Herodes para deliberar como haviam de matar Jesus.”
E, se for ler João, 5, 1-18 e João 9 (todo o capítulo), então é para acabar. Neste último, pode ler, bem escarrapachado o que os fariseus dizem de Jesus: “Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado” (v. 16). Saiba que uma das razões porque Jesus é assassinado é precisamente por não respeitar a Lei/Mandamento do Sábado.
Por favor, Waldecy, se lhe dá prazer viver na opressão da Lei de Moisés, já neste início de século XXI, mesmo depois de Jesus ter pago com a própria vida para nos libertar da Lei e nos constituir na Graça e na Verdade (“A Lei foi dada por Moisés, mas a Graça e a Verdade vieram-nos por Jesus Cristo”, João 1, 17), é lá consigo. Nas que queira, contra o Evangelho ou Boa Notícia de Deus que é o próprio Jesus, com a sua prática política libertadora cheia de misericórdia, escravizar os povos do Mundo, já é intolerável. Abra-me esses olhos, Homem. Porque não é a letra da Lei que vale. Vale o Espírito de DeusVivo que a atravessa e, esse, vimo-lo em Acção, no Homem cheio de Espírito Santo, que se chama Jesus, o de Nazaré, a quem crucificaram em nome da Lei!
Fico triste, porque assim o Waldecy é um cego que não quer ver e ainda quer cegar os povos do Mundo. Francamente, meu irmão: Acha que Deus, o de Jesus, nos iria condenar por, no século XXI, num outro tipo de civilização que já não é mais a agrária, termos mudado a Lei que Moisés, não Deus, codificou para o seu povo, naquelas circunstâncias históricas, agrícolas e pastorícias que eram as do seu tempo?
Haja modos! Deixe DeusVivo ser DeusVivo na História. Oiça mais uma vez Jesus, precisamente, depois de ter desrespeitado o sábado, a dizer aos judeus: “O meu Pai trabalha continuamente e eu também trabalho” (João 5, 17). Será que, perante isto, o Waldecy, como os fariseus de então, fica ainda com mais vontade de matar Jesus (e a mim), “porque ele não só anulava o sábado, mas até chamava a Deus seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”? (João 5, 18).
Fuja dessa Igreja, se ainda for capaz. Rasgue o seu livro. Rasgue a interpretação fundamentalista da Bíblia que a sua Igreja faz. Seja discípulo de Jesus, não dos fariseus que o perseguiram e mataram juntamente com os sumos-sacerdotes, os saduceus e o Império romano.
O meu abraço fraterno, sempre. Mário
2 Agradeço muito ao amado Mário pela resposta. Não sou adventista, mas continuarei a santificar os sábados por duas razões:
1) As Escrituras estão lotadas de advertência para santificar o Sétimo Dia de Deus, chamado assim desde Gênesis, 2.2, sendo o sétimo dia absolutamente legitimado por Jesus no Sermão da Montanha, quando disse que nem uma única vírgula se pode retirar das Leis dos Profetas, guardando ele, Jesus e a Igreja Primitiva o sábado, antes e depois da Morte dele.
2) Mas não há um só preceito na Bíblia que nos venha a advertir para mudar o dia de sábado, o descanso de Deus, para um dia de semana normal: o domingo.
Mas como digo, eu lhe agradeço muito pela resposta amável. No meu site, www.segundoasescrituras.com , no arquivo da página 2 dos livros, no livro de nome “O sábado é para sempre, segundo as Escrituras”, mostro que Satanás realmente venceu os santos, como está profetizado no Apocalipse:
“O dragão irou-se com a mulher (a Igreja de Deus) e foi fazer guerra aos outros seus filhos que guardam os Mandamentos de Deus e retêm o testemunho de Cristo”. Apocalipse 12.17.
Nas profecias do Apocalipse está claro que Satanás venceria os santos, em sua maioria:
Foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los. Apocalipse, 13.7.
Graça, paz, saúde e muita sabedoria, extensivo aos seus.
Waldecy, meu irmão
Quando a Letra se sobrepõe ao Espírito, o de Jesus, maldita seja! Nem que essa Letra seja a da Escritura, a da Bíblia. Digo-lho, sem que a voz me trema.
Veja como o Waldecy passa, como o gato sobre as brasas, sobre o Evangelho e os comportamentos de Jesus sobre o dia de sábado, relatados/testemunhados pelas Comunidades cristãs do princípio, que os escreveram. Nem uma palavra sobre esses comportamentos referidos pelo meu mail anterior! Nitidamente, prefere ser discípulo dos fariseus que mataram Jesus, do que de Jesus, a quem DeusVivo deu razão, ao ressuscitá-lo dos mortos. Problema seu. Choro por si. Porque com a Bíblia, assim interpretada, torna inútil Jesus e a sua Fé, fundamento da nossa Fé.
Maldita Igreja que tal contra-Evangelho anuncia. Já Paulo dizia: Se alguém vos pregar outro Evangelho – o da Lei – distinto do que eu vos preguei – o da Liberdade – seja anátema.
Se assim é, siga sozinho o seu caminho de escravo da Lei e da Letra da Lei.
Não vou por aí, Prefiro O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA, Jesus, o de Nazaré a quem os da Lei e da Letra da Escritura mataram.
Ainda assim, fico consigo no Espírito de Jesus.
Na esperança de que, um dia, se desembarace desse labirinto e respire a Liberdade para a qual Cristo (Jesus) nos libertou.
Seu, Mário
3 Amado irmão Mário.
Também estudei Teologia e quase cheguei à padre, interno nos seminários Pre-Juvenato N.S. do Carmo e depois em Aparecida do Norte, no Seminário Santo Afonso, redentoristas.
A diferença de mim e do irmão Mário é que eu, vendo erros bíblicos nos preceitos ensinados pelos padres professores, questionando muitas das coisas da tradição católica, caí fora, mas creio que o senhor não conferiu tudo o que ouvia e aprendia com a Palavra de Deus Escrita e deixou-se levar como a maioria.
Não sou adventista do sétimo dia, mas obedeço fielmente ao Senhor quanto à sua promulgação, também, do Quarto Mandamento.
Meu amado irmão Mário: você bem disse que foram os da lei que assassinaram a Jesus. Fariseus ao extremo eram eles, pois alegaram a Pilatos que sua lei não permitia que matassem a Cristo que ele, Pilatos poderia, mas eles, por sua lei muito mataram antes, até Estevão e até Paulo foi apedrejado sendo considerado morto por eles.
Bem, vamos ao conteúdo de seu email:
Como disse antes, eu, lendo alguns de seus escritos, o considero bastante inteligente, mas lembro-lhe - sem querer atribuir isso a você - que existiram homens no mundo extremamente inteligentes e até gênios do mundo, mas nem por isso eram sábios, e muitos deles morreram ateus, alegando que tudo o que existe foi gerado pela Natureza, olvidando, convenientemente, que a Natureza modificou a matéria pré-existente criada por alguém, pois é absolutamente impossível que matéria básica, fonte de tudo, “tenha aparecido por aí”.
Você alega que as leis foram extintas no Evangelho, portando por Jesus Cristo. O mal de todos os homens é passam sobre Jesus Cristo, ignorando tudo o que ele disse e fez.
Nos 6 capítulos de Gálatas, para quem sabe meditar, vai logo percebendo que as leis abominadas por Paulo nada tinham a ver com os 10 Mandamentos promulgados por Deus, pois é certo que NÃO poderia se opor a Jesus, seu amado Mestre, que no seu primeiro recado ao mundo foi logo legitimando TODOS os 10 Mandamentos, inclusive AUMENTANDO O GRAU DE OBERVÂNCIA de alguns deles.
“A lei diz: não matarás, mas eu digo que se alguém olhar feio para o seu irmão já pecou...”.
“A lei diz: Não adulterarás, mas eu digo que se alguém olhar com cobiça para uma mulher, já pecou...”.
Bem, então, segundo o Sermão do Monte, basta ler Mateus, 5.17 e seguintes para notar, com a maior das claridades do mundo, que Jesus foi logo retirando dos homens qualquer possibilidade de quaisquer deles mexer em uma única letra das leis, do primeiro ao último dos mandamentos. Se Deus Escreveu, Está Escrito e valendo. Lembre-se que há nas 10 Leis um mandamento, o único denominado santo e solene, ou seja o Quarto Mandamento. É ou não é, mmado irmão Mário?
Gostaria imensamente de saber se o irmão em Jesus, Mário, aceita ou não a legitimação, pelo Messias, da Promulgação de Deus aos homens, pois ele, o Senhor Deus, bem sabe que NADA, nada mesmo funciona sem leis, pois se até com leis o homem erra, imagine sem leis. Um bom exemplo foi Adão e Eva: estariam ainda hoje vivendo toda a mordomia, eternamente, numa terra de sonhos, se apenas tivessem obedecido a uma única lei, mas prevaricaram, e deu no que deu.
Quando perguntado qual era o maior dos mandamentos Jesus, sendo Deus, não poderia se contradizer, mas respondeu de modo que o homem entendesse que não é possível se amar ao Senhor sem o amor dirigido ao semelhante, pois um sem outro de nada vale, por isso, fez entender que o maior dos mandamentos é o do amor. Quem ama ao Senhor tem de amar, antes, invariavelmente, ao semelhante, e se ama ao semelhante, não vai invejar, não vai cobiçar, não vai ofender, matar, não vai roubar e pelo amor ao Senhor não vai criar estátuas para culto, não vai jurar pelo seu Santo Nome e vai santificar o único Mandamento criado em Gênesis, 2.3, chamado de santo e solene, também no Monte Sinai, criado para o homem, e não o homem para ele.
O homem que medita vai perceber que Jesus, no Sermão do Monte, agravou, mais ainda, a observância de alguns dos Dez Mandamentos, mas quanto ao do sábado, ABRANDOU a antes rigorosa observância em torno do sábado. Antes, pelas leis que só valeram até João Batista, aos sábados nem a caridade se podia fazer.
Tenho um amigo que é zelador de um edifício aqui em são Paulo, no nobre bairro de Higienópolis, onde se concentram as moradias de israelitas abastados. No edifício dele, somente de homens muito abastados, cada apartamento tem direito à garagem para 10 carros. Por várias vezes, somente nos dias de sábado, o meu amigo, também porteiros ou garagistas foram chamados para apertar o botão da porta do elevador para que abrisse de modo que o israelita rico pudesse subir, pois pela lei do sábado ele não podia fazer o elevador se mover, “farisaicamente”, se esquecendo que o Mandamento do sábado exige que nem ele, nem sua mulher, nem suas visitas e nem seus servos poderiam trabalhar aos sábados.
Mas Jesus quebrou esses rigores absurdos de que nem a fogo da cozinha se poderia acender e poucos passos se poderiam dar aos sábados e nem mesmo a caridade se podia realizar aos sábados, quando apanhou espigas para matar a fome imediata de seus amigos; quando mostrou que aos sábados se podia praticar a caridade, pois aos sábados curava, motivo de ódio dos da lei antiga, pois sem entender o recado de Jesus de que o amor de caridade deve ter preponderância sobre qualquer lei, pretenderam e conseguiram matá-lo. Eis o recado de Jesus o qual ignoraram:
“Se um homem pode ser circundado num sábado, para que a Lei de Moisés não seja violada, por que vos indignais contra mim, pelo fato de eu ter curado num sábado, ao todo, um homem? Não julgueis pela aparência, mas, sim, pela reta Justiça”. Jesus em João, 7.23 e 24.
Captou, irmão Mário. Jesus afirmou que PARECIA que ele desrespeitava os santos sábados do Pai. O amado irmão é inteligente, e deve entender isso. Não esqueça o irmão que a Palavra Escrita NÃO pode ser adaptada à modernidade, mas tem de ser ao contrário, mesmo que a Terra possa durar mais um milhão de anos.
Agora vamos às leis, chamadas malditas, que escravizavam e que matavam, repetidas por Paulo em suas encíclicas, as leis que efetivamente Jesus levou em sua cruz:
1) A lei da morte: Jesus quebrou a lei da morte ao barrar a execução de uma pecadora, pois a religião da graça não permitia que um semelhante matasse a outro, legitimando, também o Sexto Mandamento do Pai.
2) A lei da dolorosa circuncisão: Está lotado de preceitos no Evangelho, mormente em Gálatas, que diz da abominação da lei da circuncisão. Se o irmão quiser, eu lhe mostro todas.
3) A lei da segregação racial: o mesmo acima, pois em Gálatas 2.11, há uma grave admoestação de Paulo contra Simão Pedro por este ter compactuado com a lei da segregação racial, mesmo depois de ter recebido o Espírito da Sabedoria, inviabilizando a tese da alegada infalibilidade humana para os ditos “homens de Deus” e ainda mais legitimada pelo Senhor quando promulgou que ele NÃO faz distinção de pessoas, nem de judeus, nem de gregos ou cristãos.
4) A lei dos sacrifícios humanos, tão claras em Hebreus, cap. 9, que bem diz da derrocada dos sacrifícios de sangue, aspersão de sangue e outras miríades a mais que de nada mais valem.
Agora faço a seguinte indagação ao amado irmão Mário: Notou como foram extinguidas as tais leis às quais os teimosos gálatas queriam que fossem introduzidas no cristianismo emergentes?
Todas elas foram claramente extintas de modo claro e compreensível. É ou não é?
Mas cadê a clara extinção dos Mandamentos da Lei? Cadê a clara extinção do Quarto dos Mandamentos da Lei, se Jesus deu exemplo ao observar os sábados (Lucas, 4.16); a sua Igreja (por certo sob a orientação dele, de outro modo teria falhado na evangelização) santificava os sábados até depois da morte de Jesus (Lucas 23.55); Paulo e a sua igreja realizavam os cultos de adoração aos sábados (Atos, 16.13 e 13.42)?.
Então, meu amado irmão Mário, agora ponho a sua inteligência, a sua meditação e a sua argúcia à prova:
Pela Grandiosidade do Evento da Promulgação dos Dez Mandamentos no Monte Sinai aos homens, para ser extinto quaisquer dos Mandamentos, inclusive o do sábado, isso teria de ESTAR ESCRITO, de forma clara e objetiva, como foram as das leis da antiga tradição judia que valeram somente até João Batista, isso para mostrar, claramente, que a partir de certo momento não valia mais a legitimação de Jesus quando à validade até o final dos tempos de TODOS, de todos os Dez Mandamentos.
Teria de Estar Escrito que a legitimação de Jesus quanto aos Dez Mandamentos passava a não mais valer, se tal coisa impossível pudesse ser possível.
O amado irmão reparou que nenhuma ocorrência de protestos contra o sábado aconteceu depois da morte de Jesus? Por que? Ora, é fácil concluir que a Igreja Primitiva santificava os santos sábados, não somente pela sua tradição, mas por ser o Dia Sagrado do Senhor, para sempre!
Se o amado irmão Mário meditar, notará que na época dos apóstolos, de Paulo, aconteceram protestos dos mais variados, mas não por desrespeito aos sábados. Assim como na aceitação no cristianismo dos considerados pagãos, aos quais os israelitas repudiavam; assim aconteceu com a cessação da prática da circuncisão, que se tornou motivo de altos protestos; assim aconteceu com Jesus e seus apóstolos, ao colherem espigas para comer; assim aconteceu quando realizava atos de caridade, curando aos sábados, imagine, então, as terríveis conseqüências se os apóstolos de Jesus tivessem apenas ousado sugerir que a partir da Ressurreição de Jesus o santo e solene sábado de Deus seria trocado pelo domingo!
Seria um escândalo de tamanha proporção que certamente estaria devidamente registrado nas Escrituras e nos revelaria fortíssimas revoltas judias até com perigo de mortes. Nem os cristãos judeus aceitariam tal agravo à Lei de Deus, e se tal coisa tivesse ocorrido, isso tudo teria certamente de estar registrado no Evangelho, com a maior das certezas do mundo, como ficou registrado até a simples omissão dos apóstolos que comeram sem lavar suas mãos.
Se os apóstolos São Pedro ou São Paulo tivessem apenas sugerido tal mudança insensata, absolutamente inconseqüente, teriam sido arrastados pelas ruas e apedrejados em praça pública por uma multidão enfurecida, pois por muito menos apedrejaram Estêvão e abominaram Jesus, jurando-o de morte, apenas por ter curado num sábado. Ou será que você acha que não? Medite sobre isso, meu amado irmão!
Veja como o Evangelho registrava os escândalos e as revoltas judias quando testemunhavam os apóstolos de Jesus a desrespeitarem as leis de ordenanças da tradição judaica:
“Quando já estavam por findos os sete dias, os judeus vindo da Ásia, tendo visto Paulo no templo, alvoroçaram todo o povo e o agarraram gritando: Israelitas, socorro! Este é o homem que por toda a parte ensina todos a serem contra o povo, contra a lei e contra este lugar: ainda mais, introduziu até a gregos no templo, profanando este recinto. Agitou-se toda a cidade, havendo concorrência do povo e agarrando a Paulo, arrastaram-no para fora do templo procurando matá-lo”. Atos, 21.27.
Os judeus da tradição tentaram linchar o apóstolo Paulo por não fazer distinção de pessoas e por renegar a outras obras da carne judia, tal como a circuncisão. Contudo, não há uma simples manifestação à agressão ao sábado judeu, e isso leva à conclusão inabalável de que os apóstolos santificavam os solenes sábados de Deus.
Como disse, amado irmão Mário. Não sou adventista, pois não aceitei a patrona Ellen G White, uma espécie de Nossa senhora dos católicos, mas o santo sábado do Senhor e TODOS os seus Dez Mandamentos procurarei guardar até o dia de minha partida, quando estarei, como todos os que já faleceram, santos e santas ou ímpios, dormindo até o dia do Julgamento de todos os mortos, segundo a Verdade em I Tessalonicenses, capítulo 4.
Veja, meu amado irmão Mário: eu me reporto, de todo o coração, até o último verso do Apocalipse, pois até ali tudo Está Escrito, devidamente a ainda roga maldições aos que modificarem ou alterarem qualquer preceito. Por isso mesmo, para mim são letras absolutamente mortas os Escritos Católicos ou tudo o mais que venha a fugir do Evangelho, corrompido a partir do “cristão” Constantino, e que deu no que deu: seis séculos de terror nos quais o clero massacrou na mais sórdida lama o Evangelho de Jesus, fazendo jus às profecias do Apocalipse, que começam nos últimos versos do capítulo 16 e se prolongam por todo o capítulo 17 e 18.
Graça, paz, saúde e muita sabedoria ao amado irmão Mário, extensivo aos familiares.
Waldecy, meu irmão
E Você a dar-lhe com a letra da Lei, da Escritura, da Bíblia. Ainda não percebeu que quanto mais se meter por aí menos livre será? Por favor, deixe DeusVivo ser DeusVivo em si, nas pessoas com quem lida mais de perto e na História. Alegre-se, Homem, e viva a Alegria!
Sim, eu sei que escreveu esses livros a provar a sua tese. Mas o que está mal, Waldecy, é a sua tese. Ainda não percebeu isso? Saiba que quanto mais transcreve a Escritura, mais amarrado fica à letra. O Espírito, ao contrário, é como o vento. Sopra sempre onde quer e como quer, sem licença dos peritos em Escritura. Foi assim que, um dia, inesperadamente, aconteceu Jesus, o Homem da Liberdade, sem que os da Escritura, alguma vez o tivessem entendido e acolhido. Nunca a letra da Escritura, por si só, alguma vez teria gerado Jesus. Só mesmo o Espírito de DeusVivo.
Veja, agora, a que léguas de distância é que Jesus está de si em liberdade. Ele é a alegria de DeusVivo no meio de nós e connosco. E o Waldecy o que é? Um homem escravo da Lei, da Letra, da Escritura! Não tem pena de ser assim?
Por este andar, não vamos a lado nenhum. Eu falo-lhe do Espírito, o de Jesus, e o Waldecy responde-me com a letra da Escritura, com carradas e carradas de citações bíblicas Acha que pode haver luz e treva ao mesmo tempo e no mesmo local? A letra da Escritura, só por si, é treva, Waldecy. Convença-se disso.
Nasça definitivamente do Espírito Santo, o de Jesus. E tudo será diferente. É este o desafio que lhe faço desde o princípio. É pedir-lhe muito, tudo? Pois é, mas não há outro caminho para a Liberdade. E sem Liberdade, não há ser humano da mesma estatura de Jesus, o de Nazaré.
Toda a Escritura ou é Espírito, ou acaba por ser prisão e túmulo. Como foi para Lázaro, o de Betânia, o tal cujo viver como súbdito da Lei e da Letra da Escritura, já cheirava mal. Oiça o que diz Jesus a este homem, a si, a mim, a todas, todos nós: “Lázaro, vem para fora!” E pormenoriza o relato: “O que estava morto [como se vê, era um morto que andava, mas de mãos e pés atados!] saiu de mãos e pés atados com ligaduras e o rosto envolto num sudário”. Não é assim que se sente, Waldecy? E o que diz Jesus, de novo, a Lázaro, a si, a mim, a todas, todos nós? “Desligai-o e deixai-o ir”. É o que eu lhe ando a dizer também a si, desde que entrei em contacto consigo. E o que lhe ando a tentar fazer. Numa palavra, seja que o que nunca o deixaram ser, o que nunca o próprio Waldecy se deixou ser, todos estes anos. Simplesmente outro Jesus. Para tanto, nasça de novo. Do Alto. Do Espírito. Como Jesus nasceu. Basta de letra da Escritura. Deixe o Espírito de DeusVivo ser em si e consigo. Como Jesus deixou. Será um Homem livre. Humano. Feliz.
O meu abraço de paz, Mário
Julho 07, Luís
1. Exmo Senhor: Tem sido um enorme prazer em ler o seu livro que comprei na feira do livro de Lisboa, "Fátima Nunca Mais". Sem dúvida o senhor Mário tem muita coragem em mostrar que afinal Fátima não é o que a maioria das pessoas pensam. Depois de ficar interessado pelo os seus escritos recorri a vários sites até encontrar um deles sobre o Jornal "Fraternizar".
Ao ler algumas respostas que dava aos seus leitores na edição nº 143 deparei-me de uma que falava sobre um leitor que mostrava a sua preocupação de ter na sua família pessoas que frequentavam as Testemunhas de Jeová.
O que fiquei chocado foi a resposta do Sr..Mário a este senhor "Rui".
- Falou no inicio que as Testemunhas de Jeová usam de uma forma incorrecta o nome de Jeová. Como Senhor Mário deve ter conhecimento, ninguém hoje pode saber com certeza como era pronunciado originalmente em hebraico. Por que não? O hebraico bíblico era escrito originalmente apenas com consoantes, sem vogais. Quando a língua era de uso diário, os leitores proviam facilmente as devidas vogais. Com o tempo, porém, os judeus chegaram a ter a ideia supersticiosa de que era errado dizer em voz alta o nome pessoal de Deus, de modo que usavam expressões substitutas. Séculos mais tarde, os eruditos judeus desenvolveram um sistema de pontos para indicar que vogais usar ao se ler o hebraico antigo, mas puseram as vogais das expressões substitutas em volta das quatro consoantes que representam o nome divino. Assim, perdeu-se a pronúncia original do nome divino.
Muitos eruditos favorecem a grafia "Iahweh", ou "Javé", mas é incerta e há desacordo entre eles. Por outro lado, "Jeová" (ou "Jehovah", na grafia antiga) é a forma desse nome que é mais prontamente reconhecida, pois tem sido usada por séculos em português.
J. B. Rotherham, na Bíblia Enfatizada (em inglês) usou a forma Yahweh em todas as Escrituras Hebraicas. Entretanto, mais tarde, em Studies in the Psalms, usou a forma "Jehovah" ("Jeová"). Ele deu a seguinte explicação: "JEHOVAH — O emprego desta forma inglesa do nome Memorial . . . na presente versão do Saltério não provém de qualquer dúvida quanto à pronúncia mais correta, como sendo Yahwéh; mas unicamente da evidência prática, pessoalmente seleccionada, do desejo de se manter em contacto com o ouvido e o olho públicos numa questão desta espécie, em que a coisa principal é o fácil reconhecimento do nome Divino tencionado." — (Londres, 1911), p. 29.
Após considerar várias pronúncias, o professor alemão Gustav Friedrich Oehler concluiu: "Deste ponto em diante eu uso a palavra Jeová, porque, na verdade, este nome agora se tornou mais comum no nosso vocabulário, e não pode ser suplantado." — Theologie des Alten Testaments, segunda edição (Stuttgart, 1882), p. 143.
O jesuíta erudito Paul Joüon diz: "Nas nossas traduções, em vez da (hipotética) forma Yahweh, temos usado a forma Jéhovah . . . que é a forma literária convencional usada em francês." — Grammaire de l'hébreu biblique (Roma, 1923), nota ao pé da p. 49.
A maioria dos nomes muda até certo ponto quando passa de uma língua para outra. Jesus nasceu judeu, e seu nome era talvez pronunciado Ye·shú·a‛ em hebraico, mas os escritores inspirados das Escrituras cristãs não hesitaram em usar a forma grega do nome, I·e·soús. Na maioria dos outros idiomas, a pronúncia é ligeiramente diferente, mas usamos livremente a forma comum em nossa língua. O mesmo se dá com outros nomes bíblicos. Como podemos, pois, mostrar o devido respeito por Aquele a quem pertence o mais importante nome dentre todos? Seria por nunca dizermos ou escrevermos o seu nome por não sabermos exactamente como era pronunciado originalmente? Ou, antes, seria por usarmos a pronúncia e a grafia que são comuns no nosso idioma, ao passo que falamos bem Daquele a quem pertence o nome, bem como por nos comportarmos quais adoradores dele de um modo que lhe traga honra?
- Outro assunto que preocupou-me foi o facto de responder ao Senhor "Rui" que as Testemunhas de Jeová não conhecem a Bíblia. Talvez não saiba mas as Testemunhas de Jeová tem várias escolas que analisam a Bíblia muitas vezes livros inteiros versículo por versículo.
Tantos católicos tem aprendido a usar a Bíblia a conhece-la melhor cm ajuda das testemunhas de Jeová, coisa que seria da responsabilidade da Igreja Católica Romana ensinar todos aqueles que frequentam os seus cultos.
- O senhor Mario falou de que as Testemunhas de Jeová não se interessam pelo estudo do livro bíblico de Marcos. Pois as Testemunhas de Jeová vez após vez estudam esse livro se não veja o exemplo encontrado no livro publicado por elas,"Toda a Escritura é Proveitosa para Ensinar, página 181-185,", aqui se nota mais uma vez analisamos todos os versículos.
-Por fim fiquei novamente chocado com a sua resposta num tom de gozo sobre o Dia de Jeová.
As Testemunhas de Jeová, devido ao seu anseio pela segunda vinda de Jesus, sugeriram datas que se mostraram incorrectas. Por isso, há quem as chame de falsos profetas. No entanto, nunca nesses casos presumiram que suas predições eram feitas 'no nome de Jeová'. Nunca disseram: 'Estas são as palavras de Jeová.' The Watchtower (A Sentinela), publicação oficial das Testemunhas de Jeová, já disse: "Não temos o dom da profecia." (Janeiro de 1883, página 425) "Nem desejamos que os nossos escritos sejam reverenciados ou considerados infalíveis." (15 de dezembro de 1896, página 306) A Sentinela disse também que ter alguns o espírito de Jeová "não significa que os que servem agora como testemunhas de Jeová são inspirados. Não significa que os escritos nesta revista A Sentinela são inspirados e infalíveis e sem erros". (Setembro de 1947, página 135) "A Sentinela não se diz inspirada em suas pronunciações nem é dogmática." (15 de agosto de 1950, página 263) "Os irmãos que preparam essas publicações não são infalíveis. Seus escritos não são inspirados assim como eram os de Paulo e dos outros escritores bíblicos. (2 Tim. 3:16) E assim, às vezes, tornou-se necessário corrigir conceitos, conforme o entendimento se tornou mais claro. (Pro. 4:18)" — 15 de agosto de 1981, página 19.
Espero que o Senhor Mário possa entender e não criticar sem conhecimento sobre as Testemunhas de Jeová. Elas sem dúvida têm demonstrado a mesma coragem que o senhor em mostrar a verdade sobre a bíblia e é por esse motivo que muitas Testemunhas de Jeová admiram a sua posição para com a Igreja Católica.
Teria muito gosto dialogar consigo e por isso sempre que desejar estarei ao vosso dispor
Sem outro assunto, subscrevo-me atenciosamente, Luis Araújo (Mestrado em Ciências de Religião)
Luís Araújo
Acusa-me de falta de conhecimento sobre a Bíblia. Para começar um diálogo comigo, não está nada mal! E depois não quer que eu brinque com tanta presunção, típica de todas as Testemunhas de Jeová. Saiba que já não têm conta as horas que gastei, a tentar conversar com membros das Testemunhas. E nunca consegui que me ouvissem. Todas elas querem impor-me (nos) os seus pontos de vista. Esses mesmos pontos de vista que decoraram nos estudos da Bíblia e depois reproduzem como cassetes junto dos "ignorantes" da Bíblia, isto é, todos os que não forem membros da respectiva Congregação.
As suas palavras para comigo não são justas. Não são palavras de Jeová (para utilizar uma expressão sua, neste seu mail). São apenas suas. Por isso, falíveis, como todas as palavras humanas.
Um pouco mais de humildade não lhe ficava nada mal. Mas veja que até titulou o seu mail para mim de "FALTA DE CONHECIMENTO". E propõe-se dar-me conhecimento. Mas como as suas palavras não são de Jeová, porque não haveríamos de aprender um com o outro? "A ninguém chameis mestre sobre a terra, porque um só é o vosso mestre, Jesus Cristo!"
Creia que me basta este Mestre. Ele e o seu Espírito que nos está a guiar/conduzir para a Verdade total. E só esta, a Verdade total nos fará totalmente livres.
Dou-lhe o meu abraço e a minha paz. Mário
P.S. Andei por fora, desde a passada quarta-feira e só hoje regressei à casinha onde vivo aqui em Macieira da Lixa. Por isso só hoje entrei em contacto consigo
2. Mário. No primeiro mail que lhe enviei nunca mencionei que o Mário não tinha conhecimento. Quando intitulei o mail "Falta de Conhecimento" significa que o Mário provavelmente não conhecia ou não conhece profundamente as Testemunhas de Jeová. Não quero aceitar que o Mário ainda tenha algum preconceito teológico sobre as Testemunhas de Jeová. Acusou-me de falta humildade, não sei porquê??? Afinal gosto de compartilhar com outros a mensagem bíblica, não como uma "cassete" mas sim com fundamento e lógica, é como o Mário disse "pontos de vista" não nossos mas da Bíblia. Gosto de ser directo e sincero.
No entanto estou aqui para comunicar consigo e aprender, todos podemos aprender uns com os outros. Por isso Mário quero que você mude o seu conceito para com as Testemunhas de Jeová, estou aqui de mente aberta para falarmos, estou aqui também para lhe dar ouvidos, coisa que algumas Testemunhas de Jeová o não fizeram.
Então podemos mudar de assunto. Como disse no primeiro mail estou lendo o seu livro "Fátima nunca mais". Também li o livro "Fátima Desmascarada" um livro proibido no antigo regime. Já o leu? Se sim, o que achou dele?
Gosto muito de ler, e perco horas lendo muito, não só as publicações das Testemunhas de Jeová, mas também outras relacionados com religião principalmente biografias de homens do passado que se preocuparam em transmitir a verdade bíblica e defender sua tradução para a língua do povo.
Recomenda-me a leitura de alguma publicação deste género? Sem mais, um abraço do seu amigo
Bom domingo, Luís Araújo
Aqui estou eu a acusar a recepção do seu mail. Não propriamente, a responder-lhe. O que lhe escrevi antes e o que escrevi ao Rui sobre as Testemunhas de Jeová, na edição n.º 143, do Jornal Fraternizar são resposta suficiente. Medite as minhas palavras, quer as que escrevi ao Rui (e que a ele foram muito úteis), quer as que lhe escrevi como reacção ao seu primeiro mail para mim. São suficientes. Está lá tudo. Não se apresse a desmentir-me, como faz neste sem mail, nem a justificar-se. Nem a citar-me autores e mais autores a favor das suas/vossas posições. A vossa prática concreta de dois a dois e a mensagem que nessas ocasiões anunciais é que vos condena. Não têm nada da prática dos dois a dois que Jesus terá enviado, no seu tempo. Eles iam com a Boa Notícia de Deus. Não iam com a Bíblia na mão ou na pasta, muito menos com a Bíblia lida e interpretada em chave de terror, no estilo, ou tu te fazes testemunha de Jeová, ou estás perdido, serás esterco, lixo! Medite o que lhe escrevi e o que escrevi ao Rui, na edição n.º 143 do Fraternizar. E, se gosta de ler, continue a ler outras edições do Fraternizar na net. Depois, se puder, fuja a sete pés desse caminho e dessa Congregação, que não é o caminho ou a via de Jesus, ele sim, o Caminho, a Verdade e a Vida, a Palavra de DeusPai/DeusAbbá feita carne, feita um de nós. E basta-nos Jesus. De resto, como o próprio Luís Araújo admite no seu mail anterior, a literatura das testemunhas de Jeová, inclusive da SENTINELA, não são palavras inspiradas. São simplesmente humanas, por isso, falíveis. Para que havemos de lhe dar tanta importância? São como a mentira de Fátima e da sua senhora cega, surda e muda que o meu livro FÁTIMA NUNCA MAIS desmascara. Veja: não faz parte da Fé católica e, no entanto, repare na importância que os bispos católicos portugueses e até o papa de Roma dão a toda esta patranha Não vou por aí.
Biografias de grandes homens? De repente, lembrei-me de: "Nelson Mandela, LONGO CAMINHO PARA A LIBERDADE", editado pela Campo das Letras, Porto.
O meu abraço de paz. Mário
3. Olá, Mário. Mais uma vez fiquei triste com as suas palavras e agora entendo porque não consegue dialogar com as Testemunhas de Jeová. Não queria falar mais sobre o assunto, mas obriga-me novamente a esclarecer alguns assuntos. O processo de divulgar as boas novas de Cristo de casa em casa sempre foi uma pratica comum entre os Cristão primitivos, se não veja:
Um uso similar de ka·tá ocorre em Lucas 8:1, que diz que Jesus pregava "de cidade em cidade e de aldeia em aldeia". Paulo usou a forma plural kat' oí·kous em Atos 20:20. Ali, algumas traduções bíblicas dizem "em vossas casas". Mas, o apóstolo não se referia unicamente a visitas sociais feitas a anciãos, ou a visitas de pastoreio nas casas de concrentes. As suas palavras seguintes mostram que ele se referia a um ministério de casa em casa entre descrentes, pois disse: "Dei cabalmente testemunho, tanto a judeus como a gregos, do arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus." (Actos 20:21) Os concrentes já se haviam arrependido e exercido fé em Jesus. Assim, tanto Actos 5:42 como Actos 20:20 têm a ver com a pregação a descrentes "de casa em casa", ou, de porta em porta.
Não tente misturar as coisas, o Mário sabe muito bem que naquele tempo Jesus e seus discípulos não tinham a Bíblia como nós temos agora, existia escritos em forma de rolos, que por fim os apóstolos começaram a usar na pregação de casa em casa.
Além do mais não condenamos as pessoas como apresenta pois quem o ouve ou lê suas palavras parece que as Testemunhas de Jeová são "monstros" ou alguns "bichos papões". Condenamos sim são as práticas anti-bíblicas que a Cristandade tem vindo a divulgar como "Boa Nova de Cristo", e não passa de "Boa Mentira sobre Cristo". Práticas e doutrinas anti-bíblicas que a Cristandade não tem coragem para desmentir como o inferno, trindade, alma imortal e tantas outras.
Quem deverá fugir serão aqueles que em Apocalipse 18:4 compartilham dos pecados desta grande Cristandade.
Por fim peço-lhe uma sugestão de homens que defenderam a Bíblia e apresenta-me Nelson Mandela??? Jesus defendeu a verdade bíblica, não a politica, pois nem se quis envolver nisso, não misturemos as coisas.
Não poderá acusar as Testemunhas de Jeová de não dialogarem consigo, afinal fui isso que fiz mas percebi que não gosta de falar sobre a VERDADE bíblica. Um abraço
Oh, Luís Araújo, meu irmão
Não sei se chorar, se rir com este seu mail.
Saiba que choro. E muito.
O Luís, como toda e qualquer Testemunha de Jeová, tem a verdade bíblica e quem não for Testemunha, não a tem e está perdido. Nunca fará parte dos 144 mil eleitos, resgatados, salvos. São esterco. O seu pretenso “diálogo” é apenas para impor a sua verdade bíblica. Não tem nada a aprender comigo, nem com quem não for Testemunha de Jeová. Só tem tudo a ensinar.
Saiba, meu irmão, que conheço as Testemunhas de Jeová, provavelmente, melhor do que o Luís. Por isso, não integro a Congregação. Experimente falar de mim aos seus irmãos mais antigos da Congregação e aos seus líderes mais antigos. Eles sabem bem o que eu sei sobre as Testemunhas de Jeová. E que, por isso, jamais farei parte de semelhante Congregação de terrorismo bíblico. Tenho a certeza de que os seus líderes mais antigos que já me conhecem não me condenarão, a menos que sejam desonestos consigo próprios, o que não quero admitir. Porém, se eles me condenarem, pior para eles, que ficam sem mim, em vez de ficarem (também) comigo, que, pela minha parte, os não condeno, muito menos, os excluo da minha vida e do meu afecto. Ainda que chore por os saber a percorrer equivocadamente um caminho de letra bíblica que não é Jesus, a Palavra de DeusVivo, a Bíblia Viva, o Caminho que havemos de percorrer para sermos plenamente Humanos!
Não neguei, como sabe, que a prática do envio dois a dois está no Evangelho e nos Actos. Eu sei que está. Também sei que a Bíblia, no tempo de Jesus, era apenas a Bíblia Hebraica, em rolos. Mas saberá como eu que, já então, os fariseus e outros fundamentalistas bíblicos andavam, como as Testemunhas de Jeová, hoje, andam com a Bíblia nas mãos, nas ruas da cidade com frases bíblicas afixadas sobre os mantos que vestiam, para assim lembrarem constantemente a Lei, a Bíblia, aos que se cruzavam com eles. Eram tão cumpridores da verdade bíblica, que chegavam a esse fanático pormenor. Tinham sempre a Lei diante dos olhos. Só não a tinham no coração, muito menos nas práticas quotidianas. Deles diz Jesus: Fazei o que eles vos dizem, não façais o que eles fazem. E Jesus chega a ser tremendo na denúncia dessas suas práticas bíblicas, porque elas serviam apenas para encobrir os seus crimes de lesa-humanidade, o desprezo que nutriam pelos que não cumpriam a Lei, pelo povo ignorante da Lei, pelos pobres e doentes, pelos pecadores e leprosos, a quem tratavam como impuros e até proibiam que entrassem no Templo. Ao contrário deles, Jesus comia com os pecadores que eles desprezavam, quer em casa dos pecadores, quer na sua própria casa. O caso de Mateus, o publicano, é paradigmático ou exemplar. Tanto, que os fariseus, cumpridores da Bíblia e fanáticos zeladores pelo seu cumprimento em público, não podiam com Jesus e criticam-no em todo o lado. “Porque é que o vosso mestre come com os publicanos [cobradores de impostos] e os pecadores?”, perguntavam eles aos seus discípulos. Felizmente, Jesus adianta-se-lhes e responde: “Não são os sãos que precisam de médico, mas os doentes. Ide aprender o que significa: Misericórdia quero, não sacrifício. Porque eu não vim chamar os justos, mas os pecadores ”. O vosso ir em missão dois a dois pelas casas é um ir para anunciar horrores aos que se não tornarem Testemunhas de Jeová. Não é para anunciar a Boa Notícia de DeusVivo que nos salva a todas, todos, por pura graça! Sei que estremece, só de ler esta minha última afirmação. Mas deveria estremecer de alegria. Porque a Boa Notícia de Deus é mesmo essa: Deus é quem nos salva a todas, todos, por pura graça. Não por sermos Testemunhas de Jeová!
Essa do Luís me vir dizer, a propósito do livro que lhe sugeri sobre Mandela, que Jesus não quis nada com a Política, que não se envolveu com a Política, é uma tese muito cara às Testemunhas de Jeová, mas não passa de um insulto a Jesus e ao DeusVivo, o de Jesus. Veja o Luís que a Jesus, até lhe chamaram o Cristo, que quer dizer o Ungido, que quer dizer o Político! Não, evidentemente, o Político do Poder, à maneira de César de Roma, nem dos sumos-sacerdotes, nem do rei Herodes, nem sequer do antigo Rei David, mas à maneira de DeusVivo. Nunca lhe disseram nas aulas de Bíblia das Testemunhas de Jeová que Jesus foi condenado e executado na Cruz como Político? Veja que até Pilatos fez escrever em várias línguas o motivo da sua execução na cruz. E lá está: JESUS NAZARENO REI DOS JUDEUS. Quer um título mais político do que este?
Se o Luís porventura não sabe, esclareço-o com todo o gosto que um dos meus livros mais recentes intitula-se assim:
E DEUS DISSE: DO QUE EU GOSTO É DE POLÍTICA, NÃO DE RELIGIÃO. A edição é da Campo das Letras, Porto.
Escandaliza-se? Tanto pior para si. Por isso lhe digo, meu irmão: Fuja a sete pés das Testemunhas de Jeová. Só Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida.
E, quanto à Bíblia e à verdade bíblica de que me fala, nunca esqueça o que escreveu Paulo aos Gálatas: A LETRA [BÍBLICA] MATA, O ESPÍRITO É QUE VIVIFICA. E é com a LETRA (BÍBLICA], sem o Espírito de Jesus, que as Testemunhas de Jeová “matam” as pessoas, aterrorizam as populações, nomeadamente, aquelas que não conhecem nada ou conhecem muito pouco da Bíblia.
Se o Luís ainda puder, fuja a sete pés da Congregação das Testemunhas de Jeová. Reconheço que há-de ser difícil, porque, pelo que me escreve, mostra que já está demasiado “apanhado” pela letra. Mas saiba que, como escreve Paulo aos Gálatas, Foi para a liberdade que Cristo (Jesus) nos libertou. Não para voltarmos a ser escravos da Lei como pretendiam os judaizantes no princípio e pretendem as Testemunhas de Jeová, hoje.
Leia, se for capaz, de um fôlego, sem interrupções, toda a carta aos Gálatas. E, noutro dia, todo o capítulo 23 do Evangelho de Mateus. E depois diga-me se não sentiu um arrepio na espinha dorsal.
Testemunhas de Jeová? Não, obrigado! É por Jesus, o de Nazaré, que vou. Por isso sou presbítero da Igreja do Porto tão dissidente dentro dela e tão posto à margem pela sua hierarquia. Mas saiba que todas as regalias que eu poderia ter, se não fosse assim, ou se me tivesse feito Testemunha de Jeová, porventura, um dos seus líderes, tudo isso eu considero hoje como esterco, comparado com a alegria de ser um aprendiz de discípulo de Jesus.
Reflicta sem precipitações no que lhe escrevo. Deixe-se guiar, não por mim, mas pelo Espírito de Jesus que nos está a conduzir para a Verdade (= Liberdade) total. As Testemunhas de Jeová são o contrário do Espírito que nos guia para a Verdade total. Com a letra da Bíblia, nomeadamente, de certas frases bíblicas tiradas do seu contexto, elas tolhem as populações ignorantes e paralisam-nas, inclusive, retiram-nas da Política e da Sociedade, quando a Política é o outro nome de DeusVivo, o de Jesus. Não sabia que Deus Criador quer dizer Deus Político?
Por favor, Luís, meu irmão. Abra os olhos e os ouvidos. Escute o Espírito e deixe-se guiar por Ele. Tornar-se-á mais humano e mais fraterno, mais católico (não confundir com católico-romano), isto é, mais universal, como DeusVivo, o de Jesus, que faz chover sobre justos e injustos e erguer-se o sol sobre todos, bons e maus, sem querer saber se são Testemunhas de Jeová, ou católicos, ou protestantes. Basta-lhe que sejam seres humanos, por isso, suas filhas, seus filhos!
O meu abraço fraterno e a minha paz. Mário
4 Bom dia, Mário. Espero que esteja a passar boas férias. Não escrevi-lhe mais cedo para não o interromper nas suas férias.
Depois de receber com prazer o seu mail, diz-se conhecer as Testemunhas de Jeová, mas de facto não as conheçe. E pelos visto nem tem interesse em conhecê-las!!!!!
Apercebi-me logo da sua confusão dos 144.000, mas nem sequer vou explicar, afinal você acusa-me de estar sempre a ensinar.
Eu sou Testemunha de Jeová há 38 anos, amigo. E eu e meus irmãos nunca condenamos as pessoas no nosso ministério, pelo o contrário respeitamos todas as confissões. Mesmo todas.
Ora o Mário incentiva-me a ler a Fraternizar e eu fiz isso, logo deparo com uma carta de um leitor adventista que foi tratado como "esterco" como você costuma mencionar. Apercebi-me que existiu naquele momento intolerância religiosa. Não é dessa forma que transmite a mensagem de Jesus a outros, e ainda tem a autoridade de dizer que a forma de evangelizar das Testemunhas de Jeová é "terrorista"?????
Lembre-se de uma coisa: existem ensinos anti-biblicos que a Igreja Católica continua a promover. O Mário até reconhece isso no seu livro "Fátima Nunca Mais", então porque continua a usar a sua critica forte.
Lute sim pela verdade Bíblica e não pela mentira. Escreva livros que provam que a Biblia é verdadeira. Incentivo a ler a Biblia, pois ao fazer isso vai reconhecer como era na verdade o povo de Deus e os primitivos cristãos um abismo com o que a Igreja católica ensina.
Ore junto comigo por aqueles que não conhece a Verdade, e que Jeová toque no coração deles para que eles façam mudanças na sua vida para servir o Deus Verdadeiro, Jeová. Meus cumprimentos.
Bom dia, Luís
As minhas férias ainda prosseguem, mas tive de passar uns dias por casa e aproveitei para ler o correio e responder sucintamente a cada pessoa.
Diz-me que é testemunha de Jeová há 38 anos. Logo que li este número 38, lembrei-me de imediato daquele homem paralítico do Evangelho de João (cap. 5) que há 38 anos jazia nas proximidades da piscina de Betzatá, junto à Porta das Ovelhas, em Jerusalém. Diz expressamente o relato de João que ele jazia ali, doente e prostrado, há 38 anos! Nem mais um, nem menos um. Exactamente, 38 anos! E sempre paralítico! E isto, apesar da “santidade” do lugar e da “santidade” da Lei – ou por causa dela – representada no relato pelos cinco pórticos (Cinco = Pentateuco). Diz mais o relato. Diz que ele não estava sozinho. Com ele, jaziam também numerosos doentes, cegos, coxos e paralíticos. A Lei de Moisés, ensinada nas Sinagogas e no Templo, era o que fazia às pessoas! Paralíticas.
Felizmente, Luís, um dia, ACONTECEU JESUS. E, com ele, a Liberdade. “A Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade (= Liberdade) vieram-nos por Jesus Cristo”. É ainda do mesmo Evangelho, logo no Prólogo. Nunca, durante estes 38 anos, lhe anunciaram este Evangelho ou Boa Notícia? Se sim, o que é que o Luís fez com ele?
Acusa-me injustamente de eu tratar como “esterco”, no Jornal Fraternizar, um leitor adventista que me escreveu. Como pôde chegar a essa conclusão, Luís? Então não percebe todo um mar de ternura e de afecto na minha resposta à mensagem desse irmão? Leia-me de novo, mas agora sem preconceitos, e verá que assim é. Esterco, e que esterco, são as doutrinas que Igrejas e Congregações andam por aí a ensinar como se fossem de DeusVivo, quando, bem vistas as coisas, todas elas não passam de meras tradições e preceitos humanos, que servem para esconder grandes interesses financeiros e outros, muito bem disfarçados de palavra de Deus! Abra-me esses seus olhos, meu irmão!
Leia, se for capaz, de um fôlego, mas devagar, todo o Evangelho de João. E tire as suas conclusões sobre Jesus e sobre o DeusVivo – não Jeová! - que Jesus testemunha com as suas práticas políticas maiêuticas e com os seus duelos teológicos martiriais. Só espero que essas suas conclusões não coincidam com as dos sumos-sacerdotes, dos saduceus e dos fariseus, todos os da Lei de Moisés (= de Deus), então no país. Os quais, em lugar de deixarem de ser o que eram, terroristas e assassinos, preferiram manter-se na deles e nos seus privilégios, e correram a matar Jesus, em conluio com o Império de turno.
Dou-lhe o meu abraço de paz. Mário
Julho 04, Sofia
Olá, senhor padre Mário, antes de mais deixe-me apresentar-me, o meu nome é Sofia tenho 31 anos, vou fazer 11 anos de casada, e tenho um filho lindo e maravilhoso de 4 anos, fruto de uma fertilização in vitro, pois eu não consegui engravidar de maneira natural, sou católica (não praticante). Para ser sincera, eu nunca tinha ouvido falar de si, a primeira vez que isso aconteceu foi no programa da tarde da tvi, e tenho de lhe confessar que o que senti quando o ouvi falar foi um sentimento de libertação, nunca tinha ouvido alguém falar com tanta paixão, tanto amor, tanta felicidade, sobre Jesus, como o senhor falou, deste Jesus que nos ama tal e qual como somos. Mal acabou o programa, fui logo pesquisar na net para saber mais e ainda mais admiração tenho sobre si. Estou tão farta de ouvir falar em pecado, em inferno, nas testemunhas de Jeová, que não me largam a porta e que só sabem falar da maneira como Deus (Jeová) vai destruir todos os que não seguirem os seus mandamentos, blá-blá-blá, e tudo o resto que o senhor já sabe, quando vamos á missa a lenga-lenga é sempre a mesma e temos que saber montes de palavras que nos ensinaram a decorar (parece tudo tão artificial), já frequentei aquela igreja dos brasileiros (até esqueci o nome) e até confesso que gostei, tirando a parte dos desmaios, dos demónios e dos dízimos, foi lá que aprendi a ter fé em Jesus vivo, depois temos os maias ou incas que segundo as escrituras (as que conseguiram decifrar), o fim do mundo está próximo, e mais outras premonições que eu não conheço nem quero conhecer, eu estava á beira de um ataque de nervos, a viver cada minuto da minha vida a pensar se o que estava ou iria fazer seria pecado, se Deus iria castigar-me ou não, se o meu filho adorado iria pagar pelos meus pecados. Um dia, houve alguém que me disse que o meu filho não era aprovado aos olhos da igreja, porque eu recorri a tratamentos para o ter (nem preciso dizer o que senti pois não? gentinha ignorante). Ah! se todos os líderes das igrejas tivessem a sua coragem, aí sim estaríamos no paraíso, viveríamos em plena paz e harmonia, tenho a certeza de que não haveria tantas guerras e ganância. Bem, senhor padre Mário, antes de me despedir queria pedir-lhe um favor, que me recomendasse algum (alguns) dos seus livros, para que eu possa vir a conhecer esse Jesus, de quem o senhor fala, para que eu aprenda a dar o melhor de mim aos outros e aprender a ser verdadeiramente feliz. Não tenha pressa em responder ao meu mail, eu espero o tempo que for preciso, enquanto isso vou lendo mais algumas coisas no seu site. Bem-haja, senhor padre Mário, beijos de luz no seu coração.
Viva, Sofia!
Bem-haja pelas suas palavras. Gostei muito do seu testemunho pessoal. Confirma-me nesta via, a de Jesus e nesta Fé, a de Jesus. Sabia que a libertação é o critério inequívoco da Presença-Acção do Espírito de Jesus em nós e connosco? Libertação para a Liberdade, obviamente, o mesmo é dizer, libertação para servirmos-amarmos os demais.
Livros meus, que eu possa recomendar-lhe, desde já? Comece por este último, QUANDO A FÉ MOVE MONTANHAS, que foi o que me levou até si, através da TVI. Sem ele, eu não teria sido convidado a ir ao programa AS TARDES DA JÚLIA.
Depois, leia O OUTRO EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO, Edição Campo das Letras. Dá-lhe a conhecer Jesus, o de Nazaré, como certamente nunca lho anunciaram. Mas é um livro para ser mastigado e bem mastigado, sem pressas.
Entretanto, veja se consegue que dois ou três (mulheres e/ou homens) se reúnam onde entenderem em nome de Jesus. E ele estará convosco ao vivo, a fazer de Vocês mulheres/homens para os demais e com os demais. Experimente e verá.
Dou-lhe a minha paz, num beijo, Mário
Julho 03, Ana
1. Bom dia, Mário. Não sei como correu a sua ida à TVI, mas presumo que tenha corrido tudo bem. Falar para uma plateia e em directo não é a mesma coisa que escrever. Na TV em directo, o que está dito está dito, e não vale voltar atrás, e por isso tem mais eco. Na escrita, lemos e relemos o que escrevemos e sempre que relemos fazemos alguma alteração.
Louvo a sua atitude ao aceitar participar num programa deste tipo. Tempo controlado, conversa conduzida e muitas vezes interrompida, porque o programa obedece a critérios que não nos permite ser livres no dizer.
Olá, Ana
Só hoje estou de regresso a casa, na Lixa.
Correu tudo muito bem. Parece que estou a começar tudo de novo!
Um beijo, Mário
2. Começar de novo pode ter duas vertentes. Ou cortar com o passado, o que no seu caso não me parece; ou pegar na vida como se fosse um menino e levá-la genuinamente aos outros. Quando fazemos algo que nos eleva como seres humanos, mesmo que esse algo não seja perceptível/aceite por todos, é caminhar olhando a vida, devagar mas consciente, que os que chegam de rompante pouco têm a dizer.
Quem o ouve duvida, se calhar até o acha um pouco louco, mas não deixam de ouvi-lo. É bom quando nos ouvem, mesmo que da audição fique muito pouco. Se esse pouco for passado mesmo que a título de mensagem curta, é ouro sobre azul. Tenho a certeza de ninguém fica indiferente às suas palavras, sejam elas escritas ou verbais, e tenho a certeza, porque nos últimos tempos tenho ouvido falar muito de si.
Há dias, em minha casa, enquanto jantávamos, eu, o meu filho e um amigo dele, por sinal um jovem com atitude, falamos de si. A conversa estendeu-se de tal forma, que continuamos sentados à mesa, como se o Mário fosse a sobremesa de que se gosta ou digestivo que se precisa. É interessante ouvir jovens empolgados com o Mário de Oliveira, quando a pretexto da vida o utilizam como exemplo. Escusado será dizer que parecíamos três meninos a brincar com as palavras, sendo que as suas serviram de mote, para uma conversa que estendeu noite fora. Gosto destes serões. É pena acontecerem tão poucas vezes. É disto que eu gosto, meu amigo! Diálogos francos e abertos, sem tempo marcado, sem restrições, sem tabus. Tenho aprendido tanto!!! Um abraço
Acertou, Ana. Não é cortar com o passado. É aprofundar ainda mais o caminho já percorrido por mim desde há muitos anos. Como se, em vez de ter já 71 anos de idade, tivesse apenas 30 anos. A minha vida pública parece que está agora a começar. Se for como a de Jesus, intensa e polémica e saudavelmente dissidente como a de Jesus, durará no máximo três anos. Espero que dure mais, porque, como Jesus, só mesmo Jesus, o de Nazaré. Assim a saúde me continue a acompanhar até aos 99 anos, como ao nosso querido Manuel de Oliveira, o realizador de filmes que poucas pessoas entendem, porque exigem inteligência e gosto artístico/humano muito apurado.
Fiquei feliz por ter estado sem estar no Vosso jantar e no Vosso serão! Há-de ser assim por estes dias em muitas outras casas e em muitos outros locais, onde há jovens abertos ao Futuro e que já não suportam mais estas Igrejas sem Igreja que lhes dão ritos por Evangelho, moralismo por Teologia, a de Jesus, e ídolos por DeusVivo. Com os jovens, elas e eles, estou em boa companhia. Aliás, foram os jovens do Liceu do Porto que mais me evangelizaram, quando, durante quatro anos, e antes dos meus 30 anos de idade, fui professor deles de Religião e Moral, então disciplina obrigatória.
Outras noites como essa hão-de acontecer na sua casa em Castelo Branco. Basta que alguém dê o mote. E para tanto, basta pegar no livro QUANDO A FÉ MOVE MONTANHAS e começar a ler uma mensagem que alguém um dia me enviou e ouvir a resposta que eu lhe dei. A tertúlia será sem fim. Experimente e, depois, conte-me.
Beijinhos. Mário
Julho 01, Artur
1. Boas tardes. Gostava de saber o que pensa da homossexualidade! Tive uma experiência com lsd e a partir daí não consigo manter uma conversa com homens porque sinto qualquer coisa no meu chacra sexual é como se me quisesse envolver com eles sinto que a relação que tenho com homens e o que sinto havia de estar direccionado para mulheres e quando estou com mulheres sinto que devia de estar assim com homens. É como se tivesse um espírito de mulher num corpo de homem. Não queria ser assim porque não penso que devamos ter relações homossexuais para mim não é natural. Apesar das alterações no corpo serem naturais e não forçadas mas por mim fazia de tudo para reverter isto; tinha namorada mas estamos mal por estar assim acho que não é bom para ela e não a quero magoar. Sinto-me mal em todo o lado... Agradecia umas palavrinhas. Abraço
Olá, Artur
Estive fora uns dias e só hoje regressei a casa.
O seu mail é bem explícito. Mas se o Artur é assim, só lhe falta viver de acordo com a sua tendência sexual. “E Deus os fez homossexuais e lésbicas”, foi, há anos, a manchete do jornal Fraternizar, que dirijo. Por aí já pode ver o que penso. É outra a minha tendência, mas não me considero nem mais nem menos. Todos diferentes, todos iguais. Lá para o final do ano, deverei estar presente como padre na celebração da união de duas lésbicas publicamente assumidas. Já me convidaram e eu aceitei.
Abra os meus sites e encontrará o que ler:
www.padremariodemacieira.com.sapo.pt
Dou-lhe o meu abraço e a minha paz, Mário
2. Não vou por aí isso vem de uma má formação e a nossa consciência vai continuar o que morre mesmo é o corpo físico logo as atracções carnais também morrem. Não quero continuar perdido no meu mundo astral não vale a pena actuar dessa maneira porque é contra natura, Deus quando reencarnou deixou claro que o casamento era entre homem e mulher dá uma espreitadela nos conhecimentos gnósticos e claro que para si tudo é normal porque você é mesmo normal não tem nenhum desvio sexual...E faz bem amar a todos assim como Deus nos amou já é um bom principio mas agora ser liberal em tudo é um bocado estranho só falta dizer que os pedófilos também já nasceram pedófilos entre outras coisas... www.gnosisonline.org por exemplo, ou procure estudos do mestre Samael Aun Weor ou visite a página www.NARTH.com. Não acho que homossexualidade seja normal, mas também não se deve excluir ninguém. Abraço
Mas não foi o Artur quem me escreveu a pedir que lhe desse umas palavrinhas?! Eu dei-lhas, logo que li o seu mail (estive fora uns dias e só o li, quando cheguei de novo a casa, ontem, precisamente). E o Artur ainda me responde com duas pedras na mão, só porque eu não assino por baixo todas essas catequeses terroristas clericais e eclesiásticas protestantes que, em nome de Deus, andam há séculos e séculos, a ser ensinadas às populações não escolarizadas e não evangelizadas? Haja, modos Artur! É óbvio que não lhe impus nenhum caminho. Apenas me limitei a abrir uma porta. O Artur vai por ela se quiser. E, mesmo assim, apontei-lha, porque o Artur se me dirigiu a pedir uma orientação e me confessou: “Sinto-me mal em todo o lado…” Pelos vistos, é assim que quer continuar, a sentir-se mal em todo o lado... Em nome de um Deus com tudo de Ídolo, nos antípodas do DeusVivo Criador de filhas e filhos com tendências sexuais diferentes, mas todos radicalmente iguais em dignidade. Problema seu. Pelo menos, nunca poderá dizer que eu não lhe apontei outro caminho: o da Liberdade e, por isso, o da Responsabilidade pessoal.
Renovo o meu abraço. E a minha paz. Mário
Junho 21, Alfredo
Muito boas tardes, padre Mário, o meu nome é Alfredo Tomás e vivo em Cacilhas. Sou casado, tenho 2 filhos adultos, e uma mulher fantástica, sempre pronta ajudar. Já li o seu último livro - QUANDO A FÉ MOVE MONTANHAS - e achei o conteúdo do livro muito bom, e uma capa muito bonita. Li o livro atentamente e vi principalmente muitas perguntas sobre o diabo e inferno mais para o fim do livro, onde o padre Mário com toda a razão diz que isso não existe. Só discordo consigo no livro no seguinte, para mim um pecador (assassino, violador, etc) nunca deveria ter o perdão de Deus, pois muitos fazem essas coisas por puro prazer. Como não acredito no inferno, esses pecadores deveriam ter a condenação eterna, ou seja Morte Eterna. Eu sei que se calhar o padre Mário não vai concordar comigo, mas gostaria de ter uma opinião sua, pois na Morte Eterna ninguém sofre. Muitos parabéns pelo seu Bom livro, e espero que continue a escrever livros como este e tantos outros que você tem. Haja saúde e Paz, e um Abraço com Ternura.
P.S. Espero ter uma opinião sua acerca da minha questão.
Olá, Alfredo
Acho engraçado o seu mail. Diz que leu o meu livro. E que gostou. Mas, em lugar de se demorar a comentar alguns dos pontos mais escaldantes e mais reveladores/esclarecedores do livro, avança logo com uma pergunta, por sinal, uma daquelas perguntas que não têm nenhum interesse, pois passa totalmente ao lado do nosso dia a dia e do que há a fazer para transformarmos este nosso Mundo. E, no final, ainda coloca um P.S. tal como outros antes de si, já me escreveram quase com as mesmas palavras com que o Alfredo me escreve, e também puseram esse mesmo P.S. no final a sublinhar: "Espero ter uma opinião sua acerca da minha questão".
Quer dizer, acha então o Alfredo que eu sou uma espécie de máquina de produzir respostas para questões que o Alfredo e outras pessoas da sua Igreja resolveram pôr-me, todas elas, questões que não interessam nem ao menino-jesus. Não presto para mais nada. Só para isso! Haja modos, Alfredo. E dignidade na relação entre nós. Não me reduza a máquina de produzir respostas a questões sem qualquer interesse. Para isso, o melhor será perguntar ao pastor da sua Igreja e ele que lhe responda a esse tipo de questões, já que também lhe ensinou essa doutrina terrorista da Morte Eterna.
Desculpe escrever-lhe com humor. Mas só assim é que poderei manter a minha sanidade mental, perante perguntas destas. E já agora pergunte também ao Pastor da sua Igreja como é que DeusVivo, que, no dizer de Jesus aos saduceus, é Deus de Vivos e não de mortos, pode provocar a Morte Eterna de alguém que Ele próprio criou por amor, como um filho seu, uma filha sua, só porque, na curta vida histórica que teve, cometeu uns actos que no ver do pastor da sua Igreja, são dignos de morte eterna? O Alfredo era capaz de criar, chamar alguém à vida para depois o matar para sempre?! Pelo contrário, não faria o possível e o impossível, para o recriar, reabilitar, salvar? Não acha que se Deus fosse assim, ainda pior do que o Alfredo, era muito melhor sermos todos ateus? Ai Igrejas, Igrejas que só vedes dízimos à vossa frente! E arranjais anti-Evangelhos para aterrorizar as pessoas e, assim, conseguis ter tais pessoas aterrorizadas sempre nas vossas mãos, a pagar todos os meses, o dízimo com que enriqueceis.
Cuidado, meu irmão Alfredo. Abra-me esses olhos e fuja dessas Igrejas com catequeses tão terroristas. Enquanto é tempo!
Dou-lhe o meu abraço, Mário
Junho 19, Joana
1. Olá, muito boa tarde, o meu nome é Joana Andrade e tenho 25 anos. Estudo gestão no i.s.e.g.(instituto de economia e gestão)em Lisboa. Tenho vários livros seus, incluindo este último QUANDO A FÉ MOVE MONTANHAS, já o li de uma ponta a outra e achei um excelente livro e também com uma boa capa. O penúltimo livro seu que eu li foi QUE FAZER COM ESTA IGREJA?, outro bom livro, só que nesse livro o Padre Mário diz que existe o pecado mortal ou acredita nele. Eu fiquei a matutar muito sobre isso, visto que o Padre Mário diz que estamos todos salvos á partida, e eu gostaria de saber o que é que o Padre Mário quer dizer com pecado mortal, pois para mim, pecado mortal é condenação. Um beijinho com todo o carinho.
Olá, Joana
Como a expressão PECADO MORTAL quer dizer, trata-se duma acção ou omissão individual, colectiva ou institucional que mata, que provoca a morte das pessoas e dos povos e da vida em geral. Dizer por exemplo que a nossa Igreja é uma Igreja em estado de pecado mortal é dizer que ela está a matar, mais do que está a dar vida e a fazer viver a muitas, muitos. O mesmo se diga do Poder que mata, da Economia que mata, etc. Tudo isso, porém, acontece na História. Condenação, também pode ser na História. Mas em geral, na linguagem moral, refere-se ao após morte. Ora, é aqui que eu digo que DeusVivo é Aquele que salva, que reabilita, que ressuscita. Não condena. Ressuscita o que morre ou que está morto. Consegue sempre levar a sua criação ainda em curso ao seu termo, à sua plenitude. Somos seres ainda a caminho do que haveremos de ser. O melhor de nós está ainda por acontecer.
Bem-haja pelas suas palavras. E pela sua ternura. Beijo-a também com a minha paz. Seu, Mário
2. Olá de novo, querido Padre Mário, não o quero chatear só com perguntas, mas eu li um livro de Karl Barth onde eu não concordo com as seguintes palavras:
"Se toda a obra de Cristo tivesse consistido em proferir o juízo contra nós, isso teria resultado em fazer-nos mais infelizes do que antes que ele viesse ao mundo. Todavia, Cristo nos revela que Deus tem liberdade de escolher a maneira pela qual seu juízo vem sobre os homens, e a verdade é que o juízo divino recaiu sobre Deus mesmo em Cristo, e não sobre o homem. E, pelo fato de que Deus profere o juízo sobre si mesmo, ele nos livra da obrigação de nos julgarmos a nós mesmos. Essa é a experiência de liberdade, pelo fato de que, quando o homem pretende ser juiz de si mesmo, faz-se vulnerável ao juízo do próximo. O homem é perseguido pela necessidade de que outros pensem bem dele. O homem pecador é bastante estranho. Em certos momentos o homem exibe as próprias virtudes como justificar-se a si mesmo, mas, logo depois o mesmo homem começa a olhar a seu redor, para certificar-se da presença de outros que concordam com a opinião que ele tem de si mesmo. Que admirável convicção de liberdade aparece nas palavras de Paulo, quando diz: 'Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por tribunal humano; nem eu, tampouco julgo a mim mesmo. Porque, de nada me argúi a consciência; contudo, nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor' (1Co. 4.3,4). O cristão pode expressar-se assim porque, quando ele se sente julgado por Cristo, percebe ao mesmo tempo de que é julgado por aquele que lhe ministra uma palavra de perdão e lhe faz promessas relacionadas com uma nova vida".
O Senhor Padre Mário concorda com estas palavras? Um beijinho com todo o Carinho e Amor
Assim não, Joana. Dei-lhe uma resposta à pergunta que me enviou e a Joana já tem outra pergunta engatilhada. Vai ser assim todos os dias? Por este andar, começa a reduzir-me a uma fábrica de produzir respostas, em consequência de a Joana se assumir como uma perguntadora compulsiva. Por estranho que possa parecer, a Joana está a reproduzir um tipo de pessoas que ultimamente se me dirigem de forma compulsiva com perguntas em torno das mesmas questões. Tanto que já começo a admitir que quem